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Publicado em: 08/03/2022

A Força Feminina no Cooperativismo

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Em sua definição simples e literal, cooperativismo é a colaboração entre pessoas com o mesmo interesse em comum. E não é à toa que a presença feminina neste tipo de sistema é cada vez mais comum, já que a mulher na sua essência é colaborativa e tem uma grande capacidade de enxergar o todo.

Sendo uma das principais cooperativas de crédito do país, a Cresol não só acompanha de perto a participação das mulheres nos negócios dos mais variados segmentos, como se orgulha de contribuir de forma significativa com a gestão neste cenário. No sistema elas já são maioria entres os funcionários, somando mais de 61%, já no quadro social também representam mais de 40%.  Elas também já marcam presença na gestão, como é o exemplo da Cresol União, cuja diretoria executiva é formada 100% por mulheres.

Mulheres na liderança

No que se refere a representatividade feminina, a Cresol União é um dos exemplos. Com centro administrativo em Coronel Vivida (PR) a unidade tem a frente da Diretoria Executiva a superintendente, Iomara Gaeski Ziger, a diretora administrativa, Silvania Pizzato Schiavini e a diretoria de negócios, Silvania Faccin. No Conselho de Administração, por sua vez, 22% são do gênero feminino; enquanto no Conselho Fiscal são 33%. Em relação ao total de colaboradores, elas também são maioria. Considerando até o mês de fevereiro, dos 109 profissionais, que atuam na singular, 63,39% são mulheres.

Diretora superintendente, Iomara Gaeski Ziger precisou interromper os estudos durante o ensino fundamental, conseguindo concluí-lo só mais tarde e hoje se orgulha de ser um exemplo de que os estudos podem expandir os horizontes. Com incentivo de familiares, ingressou no Centro Estadual de Educação Profissional do Sudoeste (Colégio Agrícola de Francisco Beltrão), onde se formou no Ensino Médio no curso Técnico em Agropecuária, o que lhe abriu as portas para trabalhar na Cresol em Coronel Vivida, em 1998.

Para crescer cada vez mais profissionalmente, acredito que a busca por capacitação é fundamental. Hoje sou graduada em Administração, com MBA em Gestão Empresarial de Cooperativas de Crédito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 2017 participei de uma missão de estudos com o tema “Cooperativismo de Crédito na Alemanha – Sistema e estratégia”, na ADG (Akademie Deutscher Genossenschaften) em Montabaur, Alemanha e em 2019, também fui a Dallas, no Texas, para participar do curso “Construindo uma comunidade global”. Assim como eu, as demais diretoras e o presidente da instituição, buscando sempre incentivar os jovens a manterem-se sempre atualizados, para que tenham oportunidade de crescimento”, afirma Iomara. 

Margareth de Fatima Gaertner Bastos é presidente da Cresol Curitibanos, que conta atualmente com a sede em Curitibanos (SC) e também já atua no cooperativismo há 26 anos. Iniciou como sócia-fundadora, e vendo a necessidade de uma liderança mais estruturada começou a se envolver cada vez mais, passando por diversas posições na cooperativa, até chegar na sua função atual como presidente. Ela conta que um dos principais desafios que enfrentou há 26 anos atrás, quando a resistência pela presença feminina em grandes cargos era um tabu ainda maior, foi justamente o fato de ser uma mulher assumindo um papel de liderança.

“É essencial inserirmos o lado feminino nas organizações que é voltado para o cuidado com as pessoas, a dedicação com os detalhes, fazendo o equilíbrio entre razão e emoção e mostrando que as mulheres possuem capacidades e competência para ocupar espaços antes majoritariamente masculinos. Espero que cada vez mais mulheres se envolvam no sistema financeiro, e da nossa parte aqui na Cresol Curitibanos sempre damos oportunidades para as mulheres que estão presentes em diversos cargos como conselho fiscal, administrativo e executivo. Meu maior desejo é que mais mulheres arrisquem-se e desbravem espaços que antes eram ocupados unicamente por homens”.

Rosane Pansera Dalsoglio é diretora-presidente da Cresol Planalto Serra, com sede em Sandanduva (RS). Ela fez parte da história da cooperativa desde o processo de criação, mas foi a partir de 2010 que passou a ocupar a função de presidente da unidade.

Eu não sabia muita coisa, mas fui me envolvendo, querendo aprender, pedindo para funcionários da época para me ajudarem, queria fazer o trabalho bem feito. Fui até para o atendimento, visitas, fui me referendando. Contava com um grupo de umas 70 lideranças em Sananduva, tínhamos cinco unidades de atendimento… fomos crescendo, trabalhando muito Gestão de Pessoas, valorizando funcionários, a formação, e consegui mostrar para as pessoas que eu tinha capacidade. Fiz uma boa gestão já no primeiro mandato. Fui para o segundo mandato com apoio de que deveria continuar, as lideranças defenderam muito que eu continuasse. Fui para mais um mandato e continuo até hoje”.

Elas Empreendem

Além das gestoras e funcionárias que contribuem cada vez mais com o crescimento da Cresol com a sua força de trabalho, a cooperativa também traz ao longo de sua história vários cases de sucesso entre mulheres que se associaram e fizeram de oportunidades grandes negócios.

Elenir Bones Corrêa, é manicure e pedicure há 16 anos e desde 2010 é cooperada da Cresol. Na época, antes de se associar, atendia as clientes na garagem, mas vendo a demanda crescer, sentiu a necessidade de investir um pouco mais no seu negócio. E foi através do microcrédito gaúcho, que consegui se estruturar melhor investindo em uma sala comercial.

“Sabia por meio de outras pessoas que era uma cooperativa muito boa de se trabalhar. Minha família já era cooperada há alguns anos, segue sendo até hoje, e já comentavam sobre o bom relacionamento e as vantagens de ser associado Cresol. Conhecendo alguns colaboradores que trabalhavam na agência de Humaitá, fizemos o primeiro contato e desde lá, nosso relacionamento com a cooperativa sempre foi positivo e enriquecedor. Sempre quis ser dona do meu próprio negócio, buscar minha independência financeira e ser empreendedora. Acho isso extremamente importante para nós mulheres”.

Irys Lairelt Schlickmann e a mãe Rosimeri dedicam-se a produção de biscoito artesanal há 10 anos. Há 5 anos, no entanto, também resolveram expandir os negócios abrindo uma biscoiteria. Associadas da Cresol de Grão –Pará (SC), elas comentam como a Biscoiteria Doces Meri se tornou realidade.

“Nós fomos evoluindo, recebendo pedido de prefeitura, aceitando pedidos maiores e tivemos a necessidade de fazer um espaço maior para a produção. Como antes a minha família trabalhava com fumo, adaptamos uma estufa e transformamos esse espaço em uma cozinha para atender as demandas. Faz mais ou menos uns cinco anos que viemos para esse lugar que estamos agora, construímos um espaço maior para poder atender os clientes e atender os turistas. Aqui estamos em uma rodovia que liga a serra ao litoral, então tem uma demanda grande de turistas aqui na nossa região. O nosso trabalho é todo manual, todo artesanal, tudo o que é feito aqui passa tudo pelas nossas mãos, com muito carinho”, afirma a filha.