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Publicado em: 01/11/2016

Agricultores de Constantina produzem gás para cozinha usando esterco de animais

O projeto foi idealizado pela Diaconia, em parceria com a Caixa Econômica Federal, e em Constantina é executado pela Cresol.

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O projeto foi idealizado pela Diaconia, em parceria com a Caixa Econômica Federal, e em Constantina é executado pela Cresol. A Diaconia é uma organização não-governamental mantida por 11 igrejas evangélicas, que desenvolve ações sustentáveis no campo. O biodigestor aproveita o esterco dos animais, produzindo o biogás para uso na cozinha, uma energia renovável e que não polui o meio ambiente. O custo de cada unidade está estipulado em R$ 2.700,00, viabilizado pelas entidades parceiras. A contrapartida do beneficiário é a mão-de-obra. 
O técnico da Coopertec Vilceo Sehnem acompanhou a execução do projeto, escolhendo o local onde escava-se um buraco com 1,80 metro de profundidade e 3,5 metros de diâmetro. Dentro dele, é erguido o tanque principal, construído com ferro, cimento e areia. Também são construídos dois reservatórios menores, um para abastecimento de esterco e água (mais alto) e o outro de descarga (mais baixo) onde sairá a sobra, ou seja, o biofertilizante (líquido ou sólido) que pode ser usado para adubar a lavoura. O gás é canalizado até a residência por canos de PVC e produz em média, o equivalente a dois botijões por mês. Um filtro é o que dá segurança ao sistema e não causa cheiro ao ser consumido.
O coordenador do programa da ONG Diaconia, Carmo Fuchs, explicou que o gás pode ser produzido com uso do esterco de gado, aves e suínos. Segundo ele, depois de instalado, a operação é muito tranqüila e gerenciada pelas próprias famílias. Além de eliminar o uso da lenha, o projeto tem função ambiental, pois evita que as fezes de animais emitam gases de efeito estufa. O gás metano produzido pelo biodigestor e queimado no fogão a gás, tem impacto 28 vezes menor no efeito estufa. Para uma casa com cinco pessoas, são suficientes as fezes de dois bovinos adultos, 10 suínos ou 100 aves. Centenas de biodigestores já foram construídos nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, Goiás, Minas gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Em Constantina o projeto está em pleno funcionamento e beneficiou as famílias de Alvorino Lasta morador na Linha Sabadin e Vilmar Riboldi residente na Linha Candaten. Na última semana a Direção da Cresol, representantes da Diaconia e técnicos visitaram as famílias e conferiram in loco o funcionamento do sistema.
O diretor presidente da cooperativa, Evandro Colett, enalteceu que se trata de um projeto inovador, proporcionando importantes benefícios para a economia das famílias e ao próprio meio ambiente, utilizando recursos naturais. Ele também lembrou que a Cresol deseja viabilizar a tecnologia para novos associados.

Assessoria de Imprensa da Cresol Central SC/RS