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Publicado em: 08/10/2015

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Filho de agricultor, Givaldo do Carmo Souza, de 29 anos, tem propriedade para falar das ações organizadas pela Rede Jovem Rural. Baiano de Santaluz, Givaldo conheceu a rede por meio Movimento de Organização Comunitária (MOC), uma das instituições organizadoras do coletivo. Tudo começou quando Givaldo participava de um dos projetos desenvolvidos pelo MOC, o “Prosperar”, voltado para capacitação da agricultura familiar, com assistência técnica e crédito para os pequenos produtores. “A partir desse projeto fui chamado para participar da primeira Jornada Nacional do Jovem Rural, em Gramado, em 2005”, recorda. De lá para cá, Givaldo tem participado ativamente de todas as ações desenvolvidas pela Rede Jovem Rural. “Em 2006, recebi [na Bahia] jovens de vários estados que participaram do primeiro Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira. Eles conheceram a minha casa e os acompanhei em todos os roteiros no Estado”, conta. Em 2007, Givaldo esteve presente na segunda jornada, em Luziânia e em Brasília. No ano seguinte, foi selecionado para integrar o segundo intercâmbio, em Minas Gerais, e pôde conhecer as experiências realizadas pela Associação Mineira das Escolas Famílias Agrícolas (AMEFA). “Foi uma oportunidade de observar outros modos de vida, como as pessoas se desenvolvem e buscam melhorar de vida ampliando a renda na agricultura. Observei tanto as possibilidades quanto os desafios e pude trazer de lá [da AMEFA] experiências para serem implementadas na propriedade da minha família”, relata. Ainda em 2008, Givaldo foi contratado pelo MOC e passou de educando para educador. “Participar das ações desenvolvidas pela Rede Jovem Rural acaba ‘abrindo portas’, pois dá mais visibilidade para o jovem”, acrescenta.

A oportunidade de conhecer outras culturas e ampliar o horizonte com a participação no Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira e na Jornada Nacional do Jovem Rural despertaram Givaldo para uma descoberta ainda maior. Depois de tornar-se educador e integrar a organização das ações da rede, Givaldo escolheu a carreira a seguir. “Quando comecei a participar [das ações da rede] eu não sabia o que queria para a minha vida, qual carreira seguir. Decidi o que queria a partir dessas interações. Esses eventos mudaram a minha vida e me tornaram o profissional e cidadão que sou”, confessa. Para Givaldo, hoje formado em pedagogia e cursando pósgraduação em gestão de cooperativas, as iniciativas da rede são uma oportunidade para a juventude ter vivência com outras realidades. Conforme ele, essas ações podem servir para os jovens refletirem sobre a sua própria condição social, além de poderem observar as práticas realizadas Brasil afora e assimilar meios de superarem os desafios que encontram na propriedade das suas famílias. “Eu falo muito baseado na minha vida. O esforço em oportunizar isso para outras pessoas através dos eventos da rede é uma forma de mudar a perspectiva dos jovens, mostrando outros horizontes”, completa.

Valtra do Brasil | Edição 14 | Ano 5 | Agosto 2015