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Publicado em: 21/12/2016

Cooperativas aumentam oferta de crédito mesmo na crise

Operações de crédito das cooperativas avançaram 8,5% na comparacção com o mesmo período de 2015

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Em plena crise econômica, com aperto nos financiamentos, taxas de juros elevadas e crescimento da inadimplência, as cooperativas de crédito têm aumentado os empréstimos a clientes, diferentemente dos bancos comerciais.

No terceiro trimestre deste ano, o saldo das operações de crédito das cooperativas avançou 8,5% na comparação com o mesmo período de 2015, segundo dados do Banco Central. Enquanto isso, os bancos viram o volume de empréstimos recuar 3,4% nesse mesmo intervalo.

Algumas das explicações para a alta do crédito cooperativo é que essas instituições não visam o lucro e cobram taxas de juros menores do que a média do mercado. “O que as diferencia dos bancos é o modelo societário”, afirma Thiago Borba, coordenador de crédito da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras). “Enquanto entre o cliente e o banco há uma relação de consumo, nas cooperativas o elo é mais forte, porque o cliente é, ao mesmo tempo, dono do negócio.” Segundo Borba, as cooperativas cobram taxas de juros até 80% mais baixas na comparação com os bancos.

De acordo com a OCB, há 1.045 cooperativas de crédito no país, reunindo 8,9 milhões de associados, sendo 90% pessoas físicas. São 5.667 pontos de atendimento, com forte atuação no crédito rural. Em 564 municípios, as cooperativas são as únicas instituições financeiras. Entretanto, as operações de crédito das cooperativas singulares, ou seja, que prestam serviços diretamente aos associados, representam apenas 2,4% do SFN (Sistema Financeiro Nacional). Incluindo os bancos cooperativos, esse percentual sobe para 3,3%. Em países desenvolvidos, a participação de mercado do sistema cooperativo chega a superar os 30%.

Desaceleração
Embora permaneçam na contramão do mercado, as cooperativas não ficaram imunes à crise econômica. Até 2014, o crédito no setor vinha crescendo a um ritmo de 20% ao ano. Em 2015, desacelerou para cerca de 12% e, em 2016, este indicador deve ser ainda menor.

Fonte: Portal Cooperativismo de Crédito Financeiro