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Publicado em: 03/08/2018

Cooperativismo de Crédito

Superintendente da Cresol e Conselheiro do FGCoop comenta mudança em regulamento do Fundo Garantidor
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Medida permitirá que o FGCoop realize operações de assistência financeira ao mesmo tempo que preserva recursos suficientes para eventuais casos de cobertura de depósitos

Foi informado pelo Banco Central do Brasil, na última terça-feira (31), a aprovação pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) da modificação no regulamento do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). Pela regra anterior, o fundo somente poderia emprestar recursos para cooperativas de crédito associadas ou financiar a aquisição de carteiras quando seu patrimônio líquido fosse superior a, pelo menos, 1% ao saldo das contas objeto de garantia. Com a nova regra, foram criados limites intermediários.

Conforme a Resolução nº 4.681, quando a relação entre o patrimônio líquido do FGCoop e os saldos das contas objeto de garantia for inferior a 0,60%, o fundo não poderá realizar operações de assistência ou suporte financeiro a suas associadas; quando a relação entre o patrimônio líquido do FGCoop e os saldos das contas objeto de garantia estiver entre 0,60% e 0,75%, o fundo pode realizar aquelas operações, até o limite de 12,5% do seu Patrimônio Líquido; no caso de a relação entre o patrimônio líquido do FGCoop e os saldos das contas objeto de garantia estiver entre 0,75% e 1%, o fundo pode realizar aquelas operações, até o limite de 25% do seu Patrimônio Líquido; por fim, quando a relação entre o patrimônio líquido do FGCoop e os saldos das contas objeto de garantia for superior a 1%, o fundo pode realizar aquelas operações até o limite de 50% do seu Patrimônio Líquido.

O Diretor Superintendente da Cresol e Conselheiro do FGCoop, Adriano Michelon, avaliou como positiva a aprovação, pois a modificação era uma reivindicação antiga do cooperativismo de crédito e do FGCoop. “Para o cooperativismo esta aprovação é extremamente positiva, pois uma das orientações estratégicas do fundo é para que atuamos nas cooperativas antes de qualquer problema, para que o fundo não seja apenas um fundo garantidor de depósitos, mas também de sustentabilidade das cooperativas, podendo alavancar o segmento cooperativista”, avalia Michelon.

O Diretor também destacou os recursos disponíveis pelo Fundo Garantidor para atender as cooperativas de crédito. “Temos um recurso de aproximadamente R$ 900 milhões disponíveis para coberturas de depósitos, mas como o segmento cooperativo no Brasil tem uma solidez, queremos utilizar este recurso para fomentar ainda mais o cooperativismo no País. Também é importante destacar que para as cooperativas de crédito não haverá nenhuma mudança, apenas um benefício a mais, onde elas terão acesso a esses recursos para fomentar negócios e o segmento cooperativo”, destacou.

Na próxima semana o diretor estará em Brasília para a reunião do Conselho do FGCoop. Na oportunidade, os conselheiros estarão promovendo as alterações estatutárias do regulamento do Fundo Garantidor.

Sobre o FGCoop

O FGCoop é uma associação civil sem fins lucrativos que iniciou suas atividades em 10 de abril de 2014. Seu objetivo é prestar garantia sobre instrumentos financeiros emitidos ou captados pelas instituições associadas, nas situações de decretação de intervenção ou da liquidação extrajudicial. Isso quer dizer que caso uma cooperativa de crédito seja liquidada, o FGCoop cobrirá os depósitos dos cooperados no valor de até R$ 250 mil.

Essa quantia é exatamente a mesma que seria paga aos correntistas de um banco comercial pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), nas mesmas situações.

*Com informações do Estadão Conteúdo