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Publicado em: 22/06/2017

Cresol Central SC/RS realiza IV Fórum do Crédito Rural

O IV Fórum do Crédito Rural da Cresol Central SC/RS foi realizado nestes dias 21 e 22 de junho com o tema “A nossa maior moeda são as pessoas”.

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O IV Fórum do Crédito Rural da Cresol Central SC/RS foi realizado nestes dias 21 e 22 de junho com o tema “A nossa maior moeda são as pessoas”. O evento foi realizado no Sindicato dos Bancários em Chapecó, reunindo parceiros, diretores e coordenadores de crédito das cooperativas singulares e Postos de Atendimento. O Fórum contou com apoio financeiro do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).
O superintendente de Planejamento do BRDE, Maurício Mocelin, destacou que a parceria BRDE com a Cresol é estratégica. “Porque é através dessa parceria que conseguimos atingir um número maior de clientes. O banco tem uma estrutura pequena, enxuta, com agências somente nas capitais, então a melhor forma de alcançarmos pequenos produtores, um número maior de empresas e pessoas físicas é através dessas parcerias, é aonde conseguimos capilarizar o crédito”, disse Mocelin.
O Superintendente Substituto da Área de Operações Indiretas do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Diogo Gonçalves Veras, também ressaltou que a parceria entre Cresol e BNDES é importante e as Cooperativas ajudam o BNDES chegar onde não possui agências, ajuda chegar ao agricultor familiar. Durante o Fórum, Veras abordou sobre os fundamentos que possibilitam a Cresol continuar parceira de repasse com BNDES, como por exemplo, processo de crédito, inadimplência, estrutura e sistemas. “É a parte mais técnica, mas que é extremamente importante para uma instituição crescer. Você pode fazer cooperativismo, mas sem resultado não dá certo”, frisou.
Já o Diretor Substituto do Departamento de Financiamento e Proteção da Produção, da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, Jose Carlos Zukowski, comentou que a secretaria tem uma série de políticas para a agricultura familiar. O   principal programa é o Pronaf, mas além desse existe programas de Ater, de agregação de valor, crédito fundiário, entre outros. Durante o fórum abordou sobre o Pronaf, financiamento da produção e seguro. “É a garantia para o agricultor que plantou, que ele vai ter uma garantia de renda se houver eventos climáticos que atinjam a lavoura por meio do Seguro da Agricultura Familiar”, disse Zukowski.
Segundo o engenheiro agrônomo Rodrigo Machado, o Seguro Agrícola cobre chuvas excessivas ou outras intempéries. “Todo produtor que tem Pronaf automaticamente tem seguro. A partir disso, se ele tiver algum problema como chuva excessiva, dentro das condições do Pronaf, do Seguro, ele pode acessar fazendo um comunicado de ocorrência de perda da lavoura dele. O agente financeiro vai enviar um técnico, vai fazer a vistoria, a perícia da área dele e a partir disso ele pode ser indenizado”, ressaltou. Machado informou que o seguro cobre a parcela para pagamento do Pronaf, bem como a renda que o agricultor teria se a lavoura dele tivesse sido concluída. 
Pronaf
Para o ano agrícola 2017/2018 serão destinados R$ 30 bilhões em crédito e com juros que variam entre 2,5% e 5,5% ao ano. Para fortalecer a produção de alimentos pelos agricultores familiares na próxima safra, o Pronaf traz taxas de juros mais baixas para o custeio da produção de itens que compõem a cesta de alimentos. Produtos como arroz, feijão, mandioca, tomate, laranja, entre outros, terão juros de 2,5%. Cultivos de oleícolas, apicultura, bovinocultura de leite, piscicultura ovinos e caprinos também têm a mesma taxa, além das produções agroecológicas. As demais permanecem com a taxa de juros de 5,5% ao ano.
Os recursos do Pronaf para investimentos também vêm fortalecer a produção de alimentos de forma sustentável. Para investimento em irrigação, armazenagem e práticas sustentáveis de manejo do solo e da água, além das tecnologias de energia renovável. Os juros também serão de 2,5% ao ano.
Jose Carlos Zukowski destacou que as taxas do Pronaf e as condições básicas foram mantidas. “O que é importante neste momento em que os recursos públicos estão cada vez mais escassos e devido a mudança que ocorreu com emenda à Constituição que limitou os gastos públicos. São vários fatores de pressão para reduzir os gastos do governo e para reduzir especialmente os gastos com os diversos tipos de subsídios, inclusive subsídio ao crédito. Então houve uma dificuldade grande de manter todas as taxas, havia uma pressão muito grande para que essas taxas fossem elevadas e nós conseguimos manter todas as taxas e assegurar os recursos necessários para o financiamento da agricultura familiar”, relatou Zukowski.
O Diretor de Fomento a Negócios da Cresol Central SC/RS, Braulio Zatti, lembrou como era a agricultura familiar e propriedades rurais há pouco mais de 20 anos quando não existia Pronaf e nem Cresol. “Como plantávamos, colhíamos e vivíamos? Como eram as condições de vida?. Não é porque não tinha a tecnologia no Brasil. Ela existia. Só que ainda não tinha chegado até nós”, salientou. “Graças também as organizações sociais que tiveram papel importante para reivindicar isso e nós também que nos desafiamos a construir o Sistema de crédito Cresol para levar crédito a essas pessoas que não eram atendidas na época”, frisou. “O crédito sempre foi bom e sempre vai ser. Tivemos papel importante, estratégico, para mudar as milhares de vida dessas pessoas que se associaram na nossa Cooperativa. A vida no campo mudou bastante e esse é nosso desafio. Implantamos a tecnologia e ela ajudou essas pessoas a serem gente, mandar o filho estudar, ter um carro, um trator gabinado, uma colheitadeira gabinada, ter uma ordenhadeira, ou seja, esse é o trabalho que fizemos ao longo desses anos”, disse. “Somos parte do processo de transformação da vida dessas milhares de pessoas que estão ainda sobrevivendo na agricultura. Nos orgulhamos disso mas sabemos que precisamos nos desafiar ainda mais”, finalizou Zatti.

 


 

Assessoria de Imprensa da Cresol Central SC/RS