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Publicado em: 05/03/2018

Cresol e parceiros discutem redução de agrotóxicos e implantação de agroflorestas

O Seminário Sul Brasileiro para discutir a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA) e Sistemas Agroflorestais, realizado pela Cresol Central SC/RS e UFFS, foi realizado nesta segunda-feira (05/03).

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    O Seminário Sul Brasileiro para discutir a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA) e Sistemas Agroflorestais, realizado pela Cresol Central SC/RS e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), foi realizado nesta segunda-feira (05/03), no Complexo de Eventos Tabajara em Chapecó. Já nesta terça e quarta-feira ocorrerão as oficinas de implantação de Sistemas Agroflorestais em Concórdia, Chapecó e Anchieta, com turmas de 20 pessoas cada.
    O diretor presidente da Cresol Central, Rudemar Casagrande, destacou que o desafio da Central, das entidades parceiras, agricultores e cooperativas, é fazer com que se possa produzir alimentos com qualidade. “É isso que enquanto Sistema Cresol Central queremos. Nossas cooperativas estão aqui participando desse evento porque acreditam que podemos diminuir o uso de agrotóxicos. Nós precisamos construir o diferente, mesmo que seja difícil. A Cresol Central não pensa só no Crédito. Pensa em criar alternativas de qualidade de vida no campo e na cidade. Somos parceiros para construir uma sociedade diferente”, frisou Casagrande.
    Já o diretor de Formação da Cresol Central SC/RS e diretor-presidente da Coopertec, Rivaldo Ferron, comentou que o seminário aconteceu porque a Cresol definiu em seu planejamento que quer ampliar as suas áreas financiadas na linha da agroecologia. “E nós temos um projeto via Coopertec com três funcionários que estão fazendo a divulgação de alternativas de produção e esse seminário faz parte disso, desse desafio, de ampliar os créditos dessa linha”, acrescentou.  Ferron informou inclusive que a Cresol Central abriu linhas de crédito com recursos  próprios para financiar essas atividades. “Nossa meta é que a Cresol consiga implantar ao menos uma agrofloresta em cada uma das cooperativas, isso significa ter ao menos 30 agroflorestas”, salientou. 
    Para o diretor, atividades como a realizada nesta segunda-feira, vem de encontro com a identidade da Cresol. “Para mostrar o rumo que queremos seguir, que não é só um rumo pensado na economia, mas também na vida, no crescimento das pessoas, no conhecimento, em um outro modelo e produção, então é um desafio bastante significativo”, finalizou.
    PNARA
    O deputado federal Pedro Uczai, que é relator do PL 6670/16 que institui a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA), destacou que essa política tem como objetivo bem mais que reduzir o uso de agrotóxicos, e sim tem como fundamento principal a defesa da vida. Representando os movimentos sociais e entidades presentes, Carmem Munarini, parabenizou a Cresol e o deputado por fazer a abertura de debates desse teor. “Precisamos discutir sobre o fato de não termos mais alimentos puros, limpos. Algo tem que mudar para que tenhamos água e alimentos saudáveis”, destacou.
    O vice-reitor da UFFS, Antônio Andriolli, informou que os alunos de agronomia da universidade estão construindo uma agrofloresta na área experimental em Chapecó e está sendo fundando um grupo no curso de medicina que vai pesquisar o efeito dos agrotóxicos. “Ninguém mais discute que temos que superar os agrotóxicos, o mundo já viu que é uma necessidade reduzir os agrotóxicos, não é mais possível produzir dessa forma e os problemas de saúde também estão bem avançados. O grande drama é quem vai controlar isso: os agricultores, Estado ou as grandes empresas?”, finalizou.
Agroflorestas
    Sistemas Agroflorestais são sistemas sustentáveis de produção que consorciam espécies frutíferas, frutas tradicionais da região, cultivos anuais e espécies florestais em uma mesma área de cultivo, diversificando a produção de alimento e favorecendo a biodiversidade de plantas, proporcionando a integração do homem com o ecossistema. Os Sistemas de produção agroflorestais são alternativas economicamente viáveis que possibilitam maior  aproveitamento da área cultivada, gerando renda para o produtor, além de recuperar áreas degradadas, fontes de água e assegurar qualidade socioambiental.
    O agricultor e fundador do Centro de Formação e Pesquisa – Sítio Semente do Distrito Federal, Juã Pereira,  destacou durante sua fala no seminário que há sistemas  mais simples até biodiversos de agroflorestas. Segundo ele, a floresta contribui com diversos fatores para melhorar a terra, sendo as três mais importantes a cobertura de solo, consórcio de plantas  e árvores frutíferas.

 

Assessoria de Imprensa da Cresol Central SC/RS