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Publicado em: 06/12/2017

Cresol vê como uma conquista a permissão do BNDES operar DIR

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Na última semana foi anunciada a aprovação pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de uma redução no percentual de direcionamento para aplicação em crédito rural dos recursos captados na forma de poupança rural, de 65% para 60%. Ao mesmo tempo foi elevado o percentual que as instituições financeiras captadoras de poupança rural podem aplicar livremente, de 14% para 19%, o que representa cerca de R$ 7 bilhões. 

De acordo com o chefe do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle de Operações de Crédito Rural e Proagro do Banco Central, Cláudio Filgueiras, as alterações buscam readequar o fluxo de recursos do sistema financeiro à demanda do setor rural. Ainda de acordo com ele, não há redução de recursos para o setor, apenas um remanejamento.

O conselheiro do FGCOOP e diretor financeiro da Cresol Confederação, Adriano Michelon explica que, “até o momento operamos com crédito de repasse via BNDES com recursos públicos do Tesouro Nacional, com taxas de juros subsidiadas através de equalização do juro pelo Governo Federal. O Governo está trabalhando pra diminuir os recursos equalizados para não precisar subsidiar os juros. Por isso está incentivando que as operações de crédito rural aconteçam através da DIR onde as instituições buscam recursos no mercado. Estes recursos são das captações de depósitos dos bancos. Essas transações chamam-se DIR”, lembra Michelon. 

O CMN também ampliou o universo de instituições autorizadas a captar recursos por meio de Depósito Interfinanceiro Vinculado ao Crédito Rural (DIR), permitindo que bancos múltiplos sem carteira comercial, bancos de investimento, bancos de desenvolvimento e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também operem como depositantes e como depositários de DIR, o que confere mais opções à disposição dos tomadores de crédito rural.

Para o Presidente da Cresol Confederação, Cledir Magri, “a articulação da Cresol Confederação teve um papel determinante neste processo que culminou com a Resolução que permite o BNDES operar recursos da DIR. Trata-se de uma valorosa conquista para o nosso Sistema Cresol no que se refere ao crédito agrícola no intuito de termos mais uma fonte de recursos para atender as demandas do nosso quadro social. Este é mais um passo fundamental de consolidação da histórica relação envolvendo Cresol e BNDES”, destaca. 

O BNDES é um parceiro estratégico da Cresol, e que ao longo dessa caminhada vem se fortalecendo e solidificando ainda mais as ações para o crescimento e desenvolvimento do cooperado nas diferentes regiões onde está inserida.