Acesse sua conta
Acessar conta
Publicado em: 06/03/2019

Dia da Mulher: como comemorar com tanta violência?

Compartilhe

Compartilhe

Um estupro a cada 11 minutos, uma mulher assassinada a cada duas horas, 503 mulheres vítimas de agressão a cada hora, cinco espancamentos a cada dois minutos. Esses são alguns dos dados do Instituto Patrícia Galvão sobre a violência contra as mulheres. São assédios, exploração sexual, estupros, tortura, violência psicológica, agressões por parceiros ou familiares, perseguição, feminicídio, enfim, “A violência contra as mulheres é mais presente do que se imagina, aqui e em qualquer parte do planeta, não conhece barreiras geográficas, econômicas e sociais, e acontece cotidianamente”, salienta a mestre em Ciências da Comunicação e diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui a quinta maior taxa do mundo em feminicídio. São 4,8 casos para cada 100 mil mulheres. Entre 2001 e 2011 foram mais de 50 mil feminicídios.

Feminicídio é o “crime praticado contra a mulher no âmbito familiar ou ainda por menosprezo ou discriminação à condição de mulher”, sendo um reflexo da sociedade atual, em que os homens mantêm o pensamento de poder e apropriação sobre as mulheres. Em março de 2015 foi sancionada a Lei do Feminicídio – Lei 13104/15 para punir com mais rigor as mortes violentas das mulheres. “O feminicídio é a instância última de controle da mulher pelo homem: o controle da vida e da morte. Ele se expressa como afirmação irrestrita de posse, igualando a mulher a um objeto, quando cometido por parceiro ou ex-parceiro; como subjugação da intimidade e da sexualidade da mulher, por meio da violência sexual associada ao assassinato; como destruição da identidade da mulher, pela mutilação ou desfiguração de seu corpo; como aviltamento da dignidade da mulher, submetendo-a a tortura ou a tratamento cruel ou degradante”, relatou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre Violência contra a Mulher (2013).

O feminicídio quando é cometido por alguém próximo, geralmente ocorre quando a mulher já passou por vários tipos de violência, seja física, psicológica ou outra. Segundo dados do Disque 180, o Brasil registra uma denúncia de violência contra a mulher a cada sete minutos (2015). A Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) acolhe os registros, analisa e encaminha as denúncias de violações dos direitos humanos das mulheres relacionadas a vários grupos e subgrupos de violações, entre eles, Violência Doméstica e Familiar; Assédio; Feminicídio; Importunação Sexual; Tráfico de Mulheres; Cárcere Privado; Violência Física; Violência Moral; Violência Patrimonial; Violência Psicológica; Violência Obstétrica; Violência Sexual; entre outras.

Assessoria de Imprensa da Cresol Central SC/RS