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Publicado em: 06/04/2017

Mesmo com IOF, cooperativas de crédito têm os juros mais baixos do mercado

Taxas atrativas diferenciam as cooperativas

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As Cooperativas de crédito continuam sendo a melhor alternativa aos bancos tradicionais mesmo após o governo decretar o fim da isenção da alíquota adicional do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para essas instituições. Prova disso são as taxas sempre mais baixas oferecidas por elas. De acordo com dados mensais do Banco Central do Brasil, os juros cobrados pelas cooperativas de crédito são sempre menores do que os do mercado para quase todas as modalidades de crédito. Isso porque essas instituições não visam lucro.

O Consignado em Folha, cujos juros cobrados no mercado partem de 1,85% a.m. (24,60% a.a.) e 2,32% a.m (31,68% a.a.), de acordo com o Banco Central do Brasil, ficam muito mais baratos nas cooperativas, partindo de 1,50% a.m. (19,59% a.a.). O Cheque Especial tem juro médio de 12,46% a.m. (309,24% a.a.), segundo dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), contra taxas a partir de 3,20% a.m. (45,93% a.a.) nas cooperativas. A mesma realidade é válida para o cartão de crédito, cujo juro anual gira em torno de 486% ao ano no mercado, contra 151,81% a.a. nas cooperativas.

A nova regra para o IOF, imposta às cooperativas pelo governo, entrou em vigor na última segunda-feira (3/4). Com a isenção, incidia apenas 0,38% sobre as operações de crédito, câmbio, seguros e títulos financeiros dessas instituições. Agora, também passarão a incidir sobre elas a alíquota de 3% ao ano em cada operação. Mesmo assim, “não há dúvida de que as cooperativas continuarão sendo o meio de crédito mais viável às famílias que precisam solucionar problemas financeiros ou que desejam antecipar projetos de vida”, observa o planejador financeiro da Consultoria Economia Comportamental, Rogério Nakata.

Nakata lembra que bancos e cooperativas de crédito possuem objetivos distintos. “O banco visa não somente conceder o empréstimo, mas a obtenção de lucro em suas operações. Já a cooperativa possui um caráter social, democratizando o acesso àqueles que necessitam de crédito através de seus próprios participantes”, avalia o planejador financeiro.

Reação do setor
Na semana passada, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) publicou nota lamentando a decisão do governo sobre o IOF nas cooperativas. A OCB pretende se reunir com representantes do Ministério da Fazenda e do Banco Central para tentar reverter a cobrança.

Fonte: Portal do Cooperativismo Financeiro