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Publicado em: 20/10/2016

Mulheres da Luta 4

Entre as 34 entrevistadas no projeto Mulheres da Luta, da Cresol Central SC/RS, está a Ivete. Uma mulher que participa das decisões, da sociedade e que tem iniciativas, sem medo dos desafios.

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Filha de agricultores de Engenho Velho/RS, Ivete Bonfanti, associada da Cresol Constantina, queria continuar os estudos, mas morando na roça era muito difícil. Então foi morar em Constantina (RS), onde trabalhava de dia em uma casa de família e à noite estudava. Assim estudou até o primeiro ano do Segundo Grau. Casou há 33 anos, indo morar com os sogros. Atualmente reside com o marido e o filho mais velho que é Engenheiro Agrônomo. O outro filho é formado em Medicina Veterinária e trabalha em Cascavel (PR).
    A família possui um comércio na propriedade há mais de 70 anos. “Fizemos negócios no dia-a-dia, também temos uma granja de suínos, quem auxilia é meu guri e tem mais um funcionário. Nós temos matéria prima para quase todas as indústrias aqui de Constantina, são quatro agroindústrias que fornecemos os nossos suínos, temos lavoura de soja e trigo, com o apoio da Cresol. Eu fico aqui no interior e aqui nós começamos um roteiro de turismo rural”, explica Ivete.
    No roteiro está inclusa a visita ao casarão de 83 anos, onde também funciona o comércio. “Recebemos com gaita e violão, servimos o café da tarde e contamos a história do local”, explica. Ivete além de “tomar conta” do comércio e da parte de turismo rural, participa das decisões da família, tanto administrativas quanto financeiras. Ela também já foi Agente Comunitário de Desenvolvimento Cooperativo da Cresol e conselheira de administração da Cresol. “Vejo que o papel da mulher está ainda um pouco lento de ser reconhecido e valorizado como deveria. Agora na nossa última eleição da assembleia, nós procuramos colocar mais mulheres no conselho, porque eu vejo que tem várias mulheres com muita competência, mas no campo, nós precisamos que as mulheres assumam com mais garra. Precisa de mais incentivo, palestras, motivações para ficar no campo, e um empurrão, nós já avançamos, mas temos que avançar mais”, menciona Ivete.
    Ivete também destaca a importância da mulher na agricultura, pois as mulheres têm uma visão maior de alimentos sem agrotóxicos, de plantar. “Mas temos que nos desafiar, nosso dia a dia na agricultura, na família, na casa, não é só soja e milho, tem outras coisas para plantar, temos que ter iniciativa, e certas mulheres tem isso – a iniciativa – coisas a mais para se fazer nas propriedades”, comenta.
    Ela diz que nunca sofreu preconceito. “Faço o que eu sei, então eu sou bem sincera. Me sinto uma pessoa de confiança, séria, de coragem, faço o que é certo e faço este trabalho com garra. Com tudo o que eu tenho para fazer, eu ainda me meto em política, porque tem que ser assim! Tem que ir nos encontros, mobilizações, reuniões, idas a campo… e eu deixo tudo e vou, para conhecer e ver outras coisas, para aprender mais”, reforça.
    Para a mulher ter saúde, na opinião de Ivete, tem que ter fé, autoestima e estar sempre com força. “A saúde quer dizer bem-estar, estar bem com as pessoas, e isso ajuda muito, sempre com fé, coragem, estar sempre na lida, é um bem-estar para a pessoa”, argumenta. “Nós mulheres em primeiro lugar temos que ter autoestima, bem-estar e pensar que não é só em casa que nós podemos trabalhar, mas também nas cooperativas, em outras entidades, pois nós temos muita garra e muita força. Todas nós mulheres somos capazes de fazer o que queremos”, conclui Ivete.
 

Assessoria de Imprensa da Cresol Central SC/RS