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Publicado em: 18/06/2020

Plano Safra 2020/2021 disponibilizará R$ 236,3 bilhões

Cresol Sicoper almeja um crescimento de 44,55% na liberação de recursos

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O Governo Federal lançou, nesta quarta-feira (17), no Palácio do Planalto, o Plano Safra 2020/2021, com R$ 236,3 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, um aumento de R$ 13,5 bilhões em relação ao plano anterior. Os financiamentos poderão ser contratados de 1º de julho de 2020 a 30 de junho de 2021. A cerimônia contou com a presença do Presidente Jair Bolsonaro e da Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. 

Do total, R$ 179,38 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização (5,9% acima do valor da safra passada) e R$ 56,92 bilhões serão para investimentos em infraestrutura (aumento de 6,6%). Todos esses recursos vão garantir a continuidade da produção no campo e o abastecimento de alimentos no país durante e após a pandemia do novo Coronavírus.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que o Plano Safra continua focado nos pequenos e médios produtores. Segundo ela, o incentivo à produção sustentável também tem destaque na safra 2020/2021, que vem com mais recursos e melhores condições de financiamento, a juros mais baixos. “Semear, plantar, cuidar, esperar florescer e enfim colher os frutos da terra é e sempre será algo essencial e belo. Uma atividade totalmente ligada à natureza só pode ter como caminho a busca da sustentabilidade”, destacou a ministra. 

A Cresol Sicoper operacionalizou, até o momento do Plano Safra vigente, um montante de R$ 606 milhões em operações de custeio e investimento. Para o novo Plano Safra, a cooperativa almeja liberar R$ 876 milhões, um crescimento de 44,55% no volume de recursos a serem disponibilizados aos cerca de 130 mil cooperados.

O Diretor Comercial da Central Cresol Sicoper, Ivonir Todero, descreve que o novo Plano Safra apresenta um aumento nos recursos e redução nas taxas de juros, o que é muito importante para o segmento rural poder desenvolver, cada vez mais, o seu trabalho. “Não tenho dúvidas que o agro e a agricultura familiar tem um papel muito importante e contribuem diretamente na economia brasileira, bem como na geração de alimentos para o país e o mundo. Onde nós temos uma agricultura familiar e o agronegócio forte nos municípios, tenho certeza que a economia local é muito mais desenvolvida na geração de emprego, de renda ou de comercialização”, pondera Todero. O diretor salienta que esses recursos vão garantir tanto a produção, quanto a comercialização dos produtos. “A linha também permite melhoria na infraestrutura, podendo garantir uma produção e comercialização maior, melhorando a qualidade de vida dos agricultores. O agro é peça-chave para que a economia brasileira se desenvolva cada vez mais e garanta a produção de alimentos e o desenvolvimento do país”, finaliza Todero.

Sobre o novo Plano Safra
Os pequenos produtores rurais terão R$ 33 bilhões para financiamento pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 2,75% e 4% ao ano, para custeio e comercialização.     Para os médios produtores rurais, serão destinados R$ 33,1 bilhões, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com taxas de juros de 5% ao ano (custeio e comercialização). Para os grandes produtores, a taxa de juros será de 6% ao ano. 

A subvenção ao Prêmio do Seguro Rural teve um acréscimo de 30% no valor, chegando a R$ 1,3 bilhão, o maior montante desde a criação do seguro rural. O valor deve possibilitar a contratação de 298 mil apólices, num montante segurado da ordem de R$ 52 bilhões e cobertura de 21 milhões de hectares.

Para incentivar a construção de armazéns nas propriedades, serão destinados R$ 2,2 bilhões. Para o financiamento de armazéns com capacidade de até 6 mil toneladas nas propriedades, a taxa de juros é de 5% ao ano.

Os agricultores familiares poderão continuar usando o crédito para financiar e reformar casas rurais. Nesta safra, os recursos para este fim somam R$ 500 milhões. O filho ou filha do agricultor familiar, que possua Declaração de Aptidão (DAP) da sua unidade familiar, poderá também solicitar financiamento para construção ou reforma de moradia na propriedade dos pais.

No Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF), o bônus de desconto será elevado para as operações de custeio e de investimento. Nos investimentos coletivos para atividades de suinocultura, avicultura, aquicultura, carcinicultura (criação de crustáceos) e fruticultura, o limite por beneficiário foi ampliado.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Imagem: Guilherme Martimon/Mapa