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Publicado em: 17/10/2016

Seminário discute produção artesanal de alimentos

O seminário “A produção artesanal de alimentos pela agricultura familiar do Oeste de Santa Catarina”, foi realizado na Epagri/Cepaf, em Chapecó, na última sexta-feira (14)

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O seminário “A produção artesanal de alimentos pela agricultura familiar do Oeste de Santa Catarina”, foi realizado na Epagri/Cepaf, em Chapecó, na última sexta-feira (14), com o objetivo de discutir as potencialidades da produção artesanal de alimentos pela agricultura familiar como opção para a promoção do desenvolvimento rural, com inclusão social, valorização da cultura local e fortalecimento da segurança alimentar e nutricional. A Cresol Seara foi uma das apoiadoras do evento.
O doutor em Engenharia de Produção (UFRJ), Clovis Dorigon, apresentou dados sobre as redes de cooperação (economia solidária) que somam 1894 agroindústrias, sendo 836 no Oeste de Santa Catarina. São 140 cooperativas, 263 associações, envolvendo 21 mil agricultores associados. Para ele, um dos desafios é superar o estigma relacionado aos produtos artesanais de que esses são “trabalho para mulheres” e que é atividade para “colono fraco”. Além disso, segundo Dorigon, é preciso superar a imposição da legislação industrial à produção artesanal e desenvolver políticas públicas específicas para a última. Pois, as duas formas de produção possuem valores diferentes quanto o que significa qualidade. Ele também apontou para  a importância da “valorização do saber fazer” dos agricultores e dos produtos tradicionais.
Já a doutora em Desenvolvimento, Sociedade e Agricultura (UFRRJ/CPDA)  Rosângela Pezza Cintrão, abordou sobre Segurança Alimentar. Comentou sobre a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional que prevê o direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como bases práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis.
Para a doutora em Antropologia (UFRJ/Museu Nacional) Arlene Renk há pratos que estão desaparecendo do meio rural e é preciso a valorização de elementos da culinária da região, pois a alimentação também é identidade. Já a doutora em Desenvolvimento Rural (URGS/PGDR) Cristiane Tonezer ressaltou que o que atribui valor a algo é a escassez, ou seja, quando se percebe que está se perdendo passa-se a valorizar e é isso que está ocorrendo com a produção artesanal.
Na parte da tarde o engenheiro agrônomo Daniel Uba abordou sobre “Políticas Públicas de apoio à produção artesanal de alimentos e formação de redes de cooperação”. A extensionista da Epagri e nutricionista Elisiane C. Friedrich, por sua vez, trabalhou o subtema “Os programas ‘Gestão, Negócios e Mercados’ e o ‘SC Rural’”. Já a Coordenadora da Apaco, Diva Deitos, falou sobre a experiência da Apaco na formação de redes de cooperação para a produção de alimentos artesanais e o diretor presidente da Cresol Seara, Valdir Magri comentou sobre a experiência do Fórum de Entidades de Seara.

Assessoria de Imprensa da Cresol Central SC/RS