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Publicado em: 04/07/2017

Seminário Internacional discute Cooperativismo de Crédito Solidário

O 1º Seminário Internacional do Cooperativismo de Crédito Solidário da Cresol Base Oeste e Cresol Central SC/RS iniciou nesta terça-feira (04/07).

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O 1º Seminário Internacional do Cooperativismo de Crédito Solidário da Cresol Base Oeste e Cresol Central SC/RS iniciou nesta terça-feira (04/07), com o tema “O cooperativismo solidário transformando a humanidade”.

            Os objetivos do Seminário foram de promover a reflexão e o comprometimento com a construção concreta e cotidiana do cooperativismo solidário como instrumento de transformação social da humanidade; conhecer experiências da América Latina e Europa sobre organizações que também, através do cooperativismo solidário, lutem por uma sociedade mais justa e igualitária; proporcionar um espaço de reflexão sobre as práticas do cooperativismo de crédito solidário na América Latina e na Europa; reafirmar o Cooperativismo Solidário como instrumento de transformação social brasileiro; estabelecer um Termo de Cooperação entre as Organizações Sociais participantes do evento a fim de fortalecer o Cooperativismo de Crédito Solidário; comemorar os 16 anos de história da Cooperativa de Serviços – Cresol Base Oeste SC; comemorar a Semana Internacional do Cooperativismo e homenagear as organizações e lideranças que contribuíram na construção do Cooperativismo de Crédito Solidário.

            O diretor presidente da Cresol Central SC/RS, Rudemar Casagrande, destacou a importância do Seminário para refletir sobre o Sistema de Cooperativismo que se quer e também para trocar experiências com outros países.  O diretor presidente da Cresol Base Oeste, Geovane Frederico Giebelmeier, agradeceu a todos que aceitaram refletir sobre o cooperativismo, na Semana Internacional do Cooperativismo. “Olhar o que fizemos de bom e o que precisamos melhorar para atender da melhor forma nossos agricultores, nossas comunidades onde tudo começa”, reforçou. “Nosso compromisso é terminar o seminário e cultivar isso nas nossas cooperativas para construir uma sociedade mais justa e igualitária”, destacou.

O vice-reitor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Antônio Andriolli, frisou que todo cooperativismo deveria ser solidário, mas há cooperativismo que não é. “Então temos que elaborar uma proposta que é também uma proposta de sociedade”, salientou. O deputado federal Pedro Uczai reforçou que fazer cooperativismo é uma opção individual que se torna coletiva. “É possível fazer um seminário e dizer que o dinheiro pode ser estendido para o outro. Como transformar a vida dos que cooperam? Quantas vidas vocês mudaram depois que criaram a Cresol? Viva o crédito solidário que muda a vida das pessoas”, salientou.

            Irma Brunetto da Coordenação do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra, representando a via campesina, destacou que na luta de classes todas as armas são boas. “Construímos nos últimos 30 anos muitas ferramentas para nossa resistência no campo. E a Cresol foi, é, e vai ser uma ferramenta importante para nossa luta. Não podemos nos deixar levar pelo grande capital”, disse. “Tem que ser diferente e esse é o grande desafio. Compromisso histórico neste momento: resistir no campo. O que está projetado pelo grande capital é o campo sem camponês, a agricultura sem agricultor. Então o desafio é resistir”, disse.

            O coordenador estadual da Fetraf Sul em Santa Catarina, Alexandre Bergamin, salientou que é fundamental reafirmar os princípios do cooperativismo de crédito. “Pois o modelo tradicional é fácil e já tem quem faça. Então é preciso reafirmar o cooperativismo solidário, democrático, próximo do agricultor”, frisou. O Secretário Geral da Confederação Latino Americana de Cooperativas e Mutuais de Trabalhadores (Colacot), Rogério Dalló,  destacou que há uma tentativa de igualar o crédito autogestionável, mutual, com bancos. “As regras de Basiléia estão impondo condições para as cooperativas que são para bancos”, disse. Ele também salientou que o crédito tem que ser motor de desenvolvimento e não ser crédito por crédito.  Já o Oficial Nacional da FAO para Unidade Sul do Brasil, Valter Bianchini, frisou que a Cresol possui um modo diferente de fazer chegar crédito a quem precisa, mas o cenário nacional atual é preocupante.  

                Durante o primeiro dia foram realizados quatro painéis. O primeiro abordou  o olhar do Banco Central do Brasil sobre o Cooperativismo de Crédito Solidário, tendo como painelistas o chefe adjunto do Desuc, Cláudio Filgueiras Pacheco Moreira e o supervisor Paulo Sérgio Félix. Já o segundo painel tratou sobre o Cooperativismo de Crédito Solidário Frente à Legislação atual do Sistema Financeiro Nacional, abordado pelos deputados federais Pedro Uczai (SC) e Assis de Couto (PR). No terceiro Painel os parceiros econômicos da Cresol central SC/RS, BNDES, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, BRDE e Badesc relataram sobre Cooperativismo de Crédito Solidário. Já o quarto painel foi com as entidades apoiadoras da Cosntrução do Sistema Cresol Central, Associação dos Pequenos Agricultores do Oeste Catarinense (APACO), Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural (Assesoar), Centro Vianei de Educação Popular e Departamento de Estudos Socioeconômicos Rurais (Deser).

 

                              

 

Assessoria de Imprensa da Cresol Central SC/RS