O valor será repassado às entidades conveniadas, que contratarão técnicos e profissionais do campo para capacitar os pequenos produtores rurais. Deste modo, os agricultores aprenderão técnicas de plantio, as melhores formas para aplicação de investimentos, manejo e práticas para a qualificação da produção.
O secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, destacou que a preocupação do Governo é criar condições ao agricultor para que ele possa produzir com acompanhamento, trabalhando na perspectiva do desenvolvimento sustentável. “Assim, é possível ter uma produção encaixada numa preparação futura de arranjos produtivos, com uma garantia de renda e de forma cada vez mais organizada”.
A intenção das secretarias envolvidas, de acordo com Pinheiro, é que o convênio se estenda para além das doze instituições, chegando a contemplar, com foco na assistência técnica, um total de 33 entidades, com recursos finais de cerca de R$ 18 milhões.
Segundo o secretário da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, Roberto Muniz, em 2008 foram atendidos cerca de 250 mil agricultores familiares. “Por isso, ficamos felizes, pois a assistência técnica é a base para uma produção maior e melhor. Nossa idéia, então, é seguir com a articulação com os movimentos sociais para projetos produtivos que possamk gerar renda para o agricultor”.
Assistência técnica
Atualmente, a assistência técnica é uma das principais necessidades dos agricultores familiares baianos, ante a carência de qualificação profissional acentuada com a inserção de novas tecnologias no campo.
A diretora geral da Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira (Apaeb), Maria Rita Alves, disse que a assistência técnica é uma necessidade, porque é necessário estar sempre adquirindo melhores técnicas para a preservação do meio ambiente e para a melhora das cadeias produtivas. “Com o convênio, vamos adquirir informações e formação para melhorar nossas propriedades”.
Por meio do convênio, cerca de 1,2 mil famílias ligadas a entidade dirigida por Maria Rita serão beneficiadas. “E o benefício maior é o fortalecimento da Agricultura Familiar e, consequentemente, a melhor qualidade de vida para os produtores, porque irão aprimorar suas propriedades tornando-as unidades produtivas e, assim, gerar emprego e renda”, pontuou a diretora.
Maria Rita informou que este é o segundo convênio do qual a Apaeb, que atua há 30 anos, participa em prol de assistência técnica. O primeiro, considerado histórico pela diretora, foi firmado em 2008.
Os principais resultados deste convênio inicial, segundo ela, foram famílias qualificadas melhorando sua produção, o aprimoramento da cadeia produtiva do sisal e o crescimento da apicultura. “Por isso, corremos atrás de novos convênios e esperamos que isto permaneça, pois é uma grande riqueza para a Bahia e para os pequenos produtores rurais”.
Fonte: Secretaria do Planejamento/BA

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