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Publicado em: 09/06/2022

Cresol Meio Oeste promove evento em comemoração ao Dia do Vinho

Visando celebrar a quinta edição do Dia do Vinho, a Cresol promoveu, no dia 03 de junho, a sangria de um primeiro barril de vinho da safra 2021/2022.

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A atividade foi realizada no restaurante do Sítio São Pedro, na Linha Bracatinga, interior do município de Tangará (SC). Estiveram presentes autoridades como o Presidente da Cresol Meio Oeste, Gilson Panceri Júnior; o Prefeito de Tangará, Aldair Biasiolo; o Prefeito de Pinheiro Preto, Gilberto Chiarani; o Gerente da Epagri Regional de Videira, Jonatan Galio; o Deputado Estadual de Santa Catarina, Padre Pedro Baldissera, colaboradores da Cresol e pessoas da comunidade.

O Presidente da Cresol Meio Oeste, Gilson Panceri Junior, pondera que a cadeia produtiva da uva e do vinho, na região do Meio Oeste de Santa Catarina, tem uma grande relevância econômica e social. “A Cresol, desde 2008, procura, junto a entidades e produtores, auxiliar no processo de organização para melhorar a visibilidade e as condições de comercialização da uva e do vinho catarinense. Com isso, auxiliamos não somente ao grupo de associados que trabalha diretamente com a cultura, como também a região como um todo”, descreve Panceri Junior.

Segundo o Vice-Presidente da Cresol Meio Oeste, Roberto Bohnenberger, a participação e parceria da Cresol nestas atividades são fundamentais. “Realizar a quinta edição do dia do vinho no Sítio São Pedro marca o início dos projetos de apoio ao setor. Foi lá onde ocorreu a primeira Feira Camponesa da Uva e do Vinho, início da articulação entre os municípios de Tangará, Pinheiro Preto e Videira, em parceria com a Cresol Meio Oeste, com o Gabinete do Deputado Estadual Padre Pedro Baldissera, EPAGRI e Sindivinho SC. Isso significa que estamos cultivando e valorizando a cultura, de uma cadeia produtiva que é extremamente importante para a economia da região, trazendo retorno para mais de 4 mil famílias que atuam da Vitivinicultura”, finaliza Bohnenberger.

Sobre a produção de vinhos catarinenses.

A vitivinicultura catarinense tem em Tangará um marco divisório. A região não só é a principal produtora de uvas e vinhos de Santa Catarina, como foi a responsável por uma mudança expressiva na legislação de suporte à vitivinicultura e ao enoturismo catarinense. Foi na Feira Camponesa da Uva e do Vinho de Tangará, em 2008, que foram articulados os principais projetos de apoio ao setor que, mais tarde, se viriam a transformar em legislações fundamentais ao avanço da vitivinicultura.

O Dia do Vinho (Lei 14.711/2009), comemorado no primeiro domingo de junho, é um destes avanços. Ele criou um espaço no calendário oficial do Estado para festividades, seminários e degustações, nas regiões produtoras e na Capital, divulgando a produção de uvas e vinhos no estado. A ideia era aproximar a população dos produtos e valorizar o trabalho das mais de 7 mil famílias que atuam no setor.

Foi neste contexto que se iniciou, em 2010, a Mostra do Vinho Catarinense. Em quatro edições, a Mostra aproximou vinícolas e os mais diversos públicos em Florianópolis e nas regiões vitivinícolas. A partir de 2017 a Mostra foi para Videira, Tangará e Pinheiro Preto, e agora deve avançar pelo Estado com diversas atividades de valorização do vinho catarinense em municípios de todas as regiões.

Toda legislação catarinense existente e os projetos em tramitação, como do fundo de apoio à vitivinicultura, nasceram daquele debate de 2008, organizado por famílias da agricultura e com o apoio da Cresol e de vários parceiros. Foi a partir daquele Seminário que surgiu a Lei 14.711/2009 que criou o Dia do Vinho no Estado, a Lei 14.996/2009 que incluiu o suco de uva catarinense na alimentação escolar, a Lei 16.873/2016, que criou a Rota da Uva e do Vinho em Santa Catarina com roteiros regionais nas regiões produtoras, e a Lei n° 17.620 que institui um tratamento simplificado para micro produtores de vinho (até 20 mil litros) permitindo a comercialização do produto e beneficiando pequenos agricultores impedidos de comercializar o “vinho colonial”.